Impactos da tecnologia

A novidade assusta e incomoda, principalmente quando ameaça posições, status ou organizações estruturadas com base em um antigo pensamento. Mas a novidade sempre consegue superar as resistências. O desafio que se impõe é a nossa sobrevivência apesar da influência desestruturadora do novo.


O setor do táxi passa por uma reestruturação profunda. O avanço tecnológico tem mudado rapidamente hábitos de passageiros e taxistas e estimulaado o Poder Público a adotar novos métodos de controle do serviço. A imagem do taxista como visto em antigas sérieis televisivas há muito está no passado. A consequência é, de um lado, grupos de taxistas tentando resistir às mudanças impostas pelo mercado. De outro lado, taxistas que buscam exatamente essas mudanças como forma de fugir de antigos problemas, nunca resolvidos, típicos de associações de humanos.


Mas é o consumidor quem tem o poder de decisão. Por mais que sejam criadas novas normas, produtos ou serviços. No caso dos aplicativos de táxi, cada vez mais passageiros aderem aos serviços oferecidos, atraídos pela facilidade. Quem sofre com isso é o diretor de cooperativa ou associação. Ele vê, a cada dia, seus associados saírem do grupo por conta dos benefícios tecnológicos. Resta saber se tais benefícios são realmente bons para a categoria.


Um caminho tomado por algumas dessas organizações é o da adaptação. Cada vez mais comum, cooperativas e associações criam seus próprios aplicativos. Bom para o taxista cooperativado, que vê seus custos serem reduzidos com a adoção de um sistema próprio. Bom, também, para o passageiro, que passa a ter mais controle e serviço veloz.


O cooperativismo, no setor de táxi, passa por reformulação profunda. E não é o único setor. A evolução das Comunicações tem causado mudanças em setores como Imprensa, bancos, educação... o setor de Transporte não poderia ficar de fora.


Diante do atual cenário, de nada adianta resistir ou combater o avanço tecnológico. É possível, sim, regularizar os aspectos negativos provocados por estas novidades. Um deles é a diferença de tratamento fiscal entre aplicativos e cooperativas de táxi. As associações amargam cobranças de impostos como ISS, em 2% do faturamento. Não temos notícias de que o mesmo imposto é cobrado às empresas criadoras de aplicativos. Isto cria uma diferença prejudicial à concorrência com as cooperativas que atuam de modo tradicional.


Outro fator diferencial é o controle quanto a qualidade do motorista. Cooperativas costumam adotar critérios para admissão desses profissionais, de acordo com a clientala. O memso não é observado em alguns aplicativos. Como saber se um taxista chamado por um aparelho de celular é legalizado? Aí está o perigo da segurança do passageiro.


Mais perigosos ainda são os aplicativos de carona. Na verdade, são sistemas que visam lucro. O passageiro paga alguma taxa. Muitas vezes sem ao menos saber quem é o motorista, qual a sua procedência e histórico.


É certo que temos que nos render ao avanço tecnológico, inevitável. Mas nossa adaptação deve nos proteger da nova tecnologia. É nossa sobrevivência em jogo.

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