Que 2016 seja melhor

E chegamos ao final de 2015, um ano conturbado e cheio de eventos para os taxistas e para a população em geral. Nem todos os problemas estão resolvidos, mas a categoria busca sobreviver em meio à crise e à concorrência ilegal que continua a se vestir de diversas formas.


Durante este ano, a pirataria foi o problema que mais afetou a categoria legalizada. Os motoristas de táxi viram a ilegalidade ser apoiada por setores do exterior, com aplicativos de falsas caronas ameaçando um setor já complicado pelo excesso de concorrência. Manifestações diversas se seguiram sem que um resultado conclusivo e definitivo contemplasse os taxistas legalizados.


Por outro lado, a modernização da frota segue em curso. Apesar de alguns taxistas se manifestarem de forma contrária à obrigatoriedade da troca do veículo a cada seis anos, no caso dos táxis comuns, a medida tem um amplo benefício. É bom para o passageiro, é bom para o taxista e bom para a sociedade carioca.


O passageiro reclama da falta de conforto e atendimento adequado. Há pouco tempo, víamos na praça até mesmo fuscas e santanas, modelos que saíram de linha já há algumas décadas.


Para o taxista, os carros antigos são sinônimo de prejuízo. Com a concorrência cada vez mais modernizada, disputar passageiros com ‘ferramentas inadequadas’ é perder dinheiro. E tem ainda o custo elevado de manutenção e as perdas com constantes paradas na oficina.


Costuma-se dizer que o táxi é a porta de entrada da cidade. O primeiro contato do turista com os habitantes da terra é feito através do taxista. Um carro novo e confortável causa boa impressão. Maiores lucros são obtidos por taxistas que cuidam bem de seu automóvel.


E tem ainda a formação, exigência para 2016. Boa parte dos taxistas de todo o Estado já aderiu. Apesar do conteúdo ser de domínio da maioria dos motoristas profissionais, sempre há algo mais a aprender. Além disso, um curso de formação cria certo status e valoriza a profissão, hoje tão abalada por iniciativas de desestabilização da regularidade nacional.


Neste final de ano, uma entidade como a OAB promove curso sobre o Uber, o Estado, a democracia e a regulação. Como indica um advogado muito conhecido dos taxistas, parece que a um esforço para desregular o País, desregulamentar toda a nação. Os atos fora das normas legais estão cada vez mais presentes.


O caso do Uber não é só contra os taxistas. Pode significar o início da destruição da vida brasileira no que se refere à legalidade. Basta que as ideias em que este aplicativo se apoia sejam levadas a outros setores.

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