Ameaça social

Mal as noticias sobre a proibição de aplicativos promotores de corridas através de veículos sem credenciamento invadirem as páginas de redes sociais de taxistas ou não, a fiscalização começou a agir. Dezenas de carros foram apreendidos na cidade de São Paulo. No Rio, a tendência é a mesma. Mas os aplicativos irregulares continuam uma ameaça ao profissional.


Talvez não o Uber, já que um novo concorrente promete agitar as praças. Nos Estados Unidos, a empresa – cujo valor para os americanos é de 60 milhões de dólares – reduziu o valor das corridas com o objetivo de destruir a concorrência e ganhar novos passageiros.


O resultado não foi outro. Os motoristas reclamaram e muito. Passaram a ganhar menos. E muitos estão ansiosos para ver as ações do novo concorrente, o Lyft, também aplicativo para caronas.


Mas parece que o Uber não está nem aí. Afinal, a empresa já reservou toda a produção de carros automáticos – aqueles que dispensam motoristas – até o ano de 2025.


Até a metade do século atual, significa a extinção da atividade de motorista em boa parte do mundo.


Os problemas sociais que tal fato pode trazer são incalculáveis. Não só para o setor de táxi, mas para outras áreas. Significa que uma única empresa passaria a dominar uma atividade em que atualmente participam milhares de pessoas, microempresários e líderes de famílias inteiras.


Custamos a crer que este processo de automatização da vida possa ser positivo para a sociedade. Será bom, sim, para quem detém o poder tecnológico. Hoje, vemos megaempresas como Google e Facebook dominarem sozinhas o setor da comunicação a ponto de derrubar audiências e tiragens de veículos tradicionais.


Em um curso para taxistas auxiliares promovido pelo Procon Carioca, foi divulgado que jovens de Helsinque, capital da Finlândia, não desejam mais adquirir automóveis. Desde o ano passado, a prefeitura local realiza testes para o sistema de integração entre veículos urbanos. Aqui, no Rio de Janeiro, as obras indicam seguir o mesmo caminho. Mas para isso, o sistema urbano tem que funcionar direito.


As mudanças chegarão nos próximos anos. É preciso estar prevenido e atento. E neste sentido os grupos que se organizam para defender a categoria são compostos de taxistas de visão. Somente a união será capaz de fortalecer a categoria diante dos predadores do sistema social.

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