Novas Estratégias

As manifestações de taxistas mostram força e união da categoria contra a ameaça comum da perda da atividade. Mas a defesa destes profissionais pede algo a mais. A sociedade se acostumou a ver o motorista de táxi de forma bastante negativa, ora devido aos poucos casos negativos apresentados nos meios de comunicação, ora por campanhas que visam destruir o segmento.


Para convencer a população, um grupo de taxista mudou de tática. Passou a conversar diretamente com o povo. Esta ação foi pouco divulgada pelos meios tradicionais de comunicação, o que indica ainda mais a disposição de denegrir a categoria. Apenas fatos negativos tomam conta das principais manchetes.


A estratégia de divulgar mais os bons profissionais deve ser constante. Estatísticas comprovam que fatos negativos são propagados mais rapidamente do que os positivos. Quantas vezes taxistas ajudaram a população? Quantas vezes ajudaram passageiros esquecidos a encontrar pertences? Quantas vezes estes profissionais auxiliaram pessoas doentes ou grávidas com corridas gratuitas a hospitais? São ações do dia a dia da categoria e que não ganham primeiras páginas.


É essencial para a sobrevivência da categoria uma mudança de atitude. O fato de taxistas se organizarem em grupos, em Conselhos profissionais, em sindicatos, em cooperativas, tudo isto é válido. O que está faltando é um trabalho efetivo de construção de imagem positiva.


Foi o que os concorrentes fizeram e continuam fazendo. Eles conseguem anestesiar a população, que deixa de ver a ilegalidade da pirataria como ameaça. “Vendem” à população a imagem de um serviço inovador, com motoristas que tratam bem o cliente, educados e bem vestidos.


Diante deste quadro, uma campanha em favor do taxista deve mostrar que o serviço prestado é bom o suficiente para atender às expectativas deste novo cliente. E, para isso, a tecnologia não falta nos diversos aplicativos existentes no mercado. Basta os motoristas adotarem uma postura mais atrativa, e o mais importante – divulgar isso para a população.


Qualquer ato de agressão tem sido usado pelos concorrentes para generalizar a categoria. A imensa maioria de taxistas age corretamente e isso tem que ser demonstrado cada vez mais. Não podemos permitir que uma categoria quase centenária sucumba pela ação de estrangeiros.