Privatização do Galeão

Muita expectativa entre taxistas, principalmente os que atuam nos aeroportos da cidade, depois do leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim Galeão, no dia 22 de novembro. Os investimentos estimados estão na ordem dos R$ 5,7 bilhões. Entre as obrigações dos gestores está a reforma do estacionamento. No Galeão, os táxis autorizados a trabalhar no local ficam em pátio próprio.


A administração do Aeroporto Internacional passa a ser dividida entre a Infraero (49%) e o consórcio Aeroportos do Futuro, formado pela construtora Odebrecht e a empresa de Cingapura, Changi. (51%).


O que podemos esperar? O governo pretende que os aeroportos do País tenham mais conforto e possam ser utilizados por usuários de todo o mundo, com padrão internacional, até 2016, ano das olimpíadas cariocas. E é aí que entram as questões envolvendo o serviço de táxi da cidade.


A Secretaria municipal de Transportes tentou disciplinar e ordenar os pontos de táxi dos aeroportos, rodoviárias e portos da cidade do Rio. Proibiu determinados taxistas, cassou alguns, permitiu outros, sob críticas de diversos órgãos. A pressão cresceu ainda mais depois dos casos de agressões entre taxistas por disputa de passageiros. Imagens de circuito interno do AEIRJ exibiram as agressões para todo o mundo.


Mas não foi apenas isso. A situação do Galeão é ainda mais grave devido a ação dos táxis piratas e bandalhas. Virou matéria comum de jornais televisivos a ação de pessoas sem autorização para conduzir passageiros. E, recentemente, assaltantes roubaram turistas em um dos estacionamentos do AEIRJ. Uma situação delicada que põe em risco a segurança de todos.


Com a privatização do Galeão, muitas questões surgem em relação aos táxis. Quem estará autorizado a parar nos pontos de um bem privado? E o Táxi Boa Praça? O projeto da Prefeitura de escolher quem pode ou não atender aos passageiros no Galeão tem como prosseguir?


Em reuniões com taxistas, os responsáveis pela organização do sistema de táxi do município informam que o Táxi Boa Praça será reformulado. Chegou a ser adaptado às circunstâncias. Mas ainda não houve uma definição da questão. Brigas entre taxistas continuam acontecendo. Piratas permanecem no interior do Aeroporto sem qualquer molestamento. Enquanto que taxistas legalizados continuam penalizados.


Existem contratos com cooperativas que atuam no Galeão. E eles devem ser cumpridos. Outra questão é a de passageiros de outras cidades, como as da Baixada Fluminense. Como ficará o atendimento a eles por táxis? São várias as questões a serem respondidas pelas autoridades.


Os novos administradores do Galeão tomam posse do Aeroporto em março de 2014. Até lá, as questões serão respondidas, certamente. Principalmente as relacionadas aos pontos de táxi para embarque e desembarque. Mas é preciso que os taxistas fiquem atentos.

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