Multas se proliferam na capital paulista

A quantidade de radares presentes na capital paulista só aumenta, e com isso o número de motoristas autuados é recorde. Só no primeiro semestre deste ano foram 6,1 milhões de multas – sem contar as aplicadas pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito). A Prefeitura espera arrecadar 1,2 bilhão em 2015 apenas multando.


Os radares estão em toda parte. Escondidos em pontes, viadutos e agora também nas mãos dos Guardas Civis Metropolitanos (GCM), que utilizam os radares pistola. Em um primeiro momento a administração municipal anunciou que esses equipamentos portáteis foram adquiridos para realizar a fiscalização de motocicletas, que não eram flagradas pelos radares nas marginais Pinheiros e Tietê quando desrespeitavam o limite de velocidade. Porém, os radares pistola estão multando também veículos, e a sua localização é incerta: os agentes ficam nas pontes e também nos canteiros das marginais.


Bom seria se essa fiscalização tivesse um caráter educativo, e reduzisse o número de acidentes nas ruas. Além disso, se o valor arrecadado com as multas fosse revertido em prol da cidade, a reclamação seria menor. Mas não é isso o que vemos.


A indústria de multas tomou uma proporção gigantesca, e os moradores não vêem retorno. Ruas cada vez mais esburacadas, principalmente na periferia, são comuns. Afinal, onde é usado o dinheiro gerado com as infrações de trânsito?


Bom seria se o número de creches e hospitais crescesse na proporção que o número de radares e multas. Certamente a enorme fila de crianças que precisam de um local para ficar enquanto suas mães trabalham iria zerar, e centenas de paulistanos não sofreriam tanto no momento de um problema de saúde.

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