O que faremos para nos defender?

É impossível ligar a televisão em um noticiário, ler um jornal, uma revista ou acessar um site de notícias e não ser bombardeado pela  violência urbana. São crimes cada vez mais hediondos, que envolvem relações familiares degradadas, crianças inocentes, mulheres sendo martirizadas por quem pensavam amar... e diante disso surge outro fato: a revogação do Estatuto do Desarmamento.


Isso vale uma reflexão. O fato de permitir ao cidadão comum o porte de armas irá contribuir para a diminuição da violência, ou será mais um ponto a favor dos crimes cometidos no calor do momento, por pessoas que não se veriam nessa situação se não estivessem armadas? Além disso, uma maior quantidade de armas em circulação não traria prejuízos à sociedade, já que marginais poderiam se armar com facilidade?


Essas questões já foram discutidas à exaustão quando, em 2005, a população foi às urnas expressar sua vontade em relação ao porte de armas. Porém o assunto votou à tona no Congresso Nacional, que pretende deixar mais “flexíveis” as regras para que um cidadão comum adquira uma arma de fogo.


Mas é preciso ir mais a fundo nessa questão: será que estamos em um nível de falência das instituições públicas que se torna necessário que o pai de família assuma a segurança de sua vida e de sua propriedade, em detrimento da polícia, que deveria cumprir esse papel? Até que ponto um homem ou mulher comum saberá como reagir em um momento de perigo?


O que deveria estar sendo discutido, e posto em prática, são medidas mais eficazes de combate ao crime. Uma reforma no Código Penal, com leis mais duras, a redução da maioridade penal, presídios onde os condenados pudessem realmente ser reinseridos na sociedade, através do trabalho, educação e perspectivas de vida digna. Enquanto na Suécia há o fechamento de penitenciarias por falta de presos, no Brasil estamos regredindo ao velho oeste, com pistolas na cintura e tiroteios nas ruas.

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