Taxistas protestam porque não estão vendo o cumprimento da lei

Protesto do dia 11/11 não deveria acontecer, já que é dever da Prefeitura fiscalizar     


Os taxistas novamente se reuniram para protestar contra o aplicativo Uber, que está operando irregularmente na cidade de São Paulo. Se antes o app defendia a sua atuação sob a justificativa de que não estavam agindo na ilegalidade, já que não havia uma regulamentação, com a Lei 16.279/15, essa desculpa caiu por terra. Desde 08 de outubro, data da sanção da lei, está proibido o uso de aplicativos em carros particulares para o transporte remunerado individual de pessoas.


Os infratores deveriam ter seus carros apreendidos, e pagar multa. Mas, o que os taxistas alegam é que a fiscalização é falha, e pouco faz para coibir o Uber de trabalhar em São Paulo. Ignorando a lei a empresa continua com seu site no ar, oferecendo seus serviços para os passageiros e tentando angariar mais motoristas, e o app também está disponível ser baixado nas lojas de aplicativos.


Muito já se ouviu falar sobre leis que “não pegam”, e pelo jeito a proibição dos aplicativos em carros particulares está indo por esse caminho. A Uber, empresa multimilionária e poderosíssima, presente em mais de 65 países, parece não se importar com uma lei municipal de um país tupiniquim como o nosso, e trabalha normalmente, sem punição. Isso é uma afronta.


O poder público, mais especificamente a Prefeitura da cidade de São Paulo, deveria estar constrangido diante de tamanha afronta. A lei está sendo desrespeitada, a empresa continua operando, oferecendo seus serviços nos mesmos canais, e nada é feito!


Seu porta voz chegou a afirmar que, como a empresa não se enquadra no serviço recentemente criado pelo município, os chamados “Táxis Pretos”, eles não irão se candidatar para essa operação, e continuarão como sempre foram. Trocando em miúdos o que a Uber quis dizer: “Nós não nos importamos com suas leis, e vamos continuar ganhando dinheiro no seu país, e não pagando impostos”.


Os taxistas protestaram contra essa situação infame em 11 de novembro, e tentaram por todos os lados. Foram à Câmara, à Prefeitura, à Secretaria de Segurança Pública, ao Palácio do Governo... Na verdade, os taxistas foram cobrar algo que não deveria ser cobrado, já que uma lei existe para ser cumprida. Mas, como no Brasil existem “leis que não pegam”, aqueles que trabalham legitimamente, pagando impostos, taxas e sujeitos a fiscalizações, são obrigados a perder um dia de serviço e reivindicar algo desnecessário. Resumindo: passaram por um momento de vergonha alheia, já que quem deveria se envergonhar dessa situação é a Prefeitura.  

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