O povo volta às ruas para protestar contra o governo

Nas últimas semanas, as manifestações ocorridas na cidade de São Paulo, municípios e outros estados brasileiros contra o aumento da passagem do transporte público foram manchetes em veículos de comunicação nacionais e internacionais.

Os protestos de repúdio ao aumento funcionam como um ‘estopim’ para as inúmeras insatisfações dos cidadãos brasileiros com a administração pública. Nas ruas, a revolta demonstra o cansaço da população ser desrespeitada pelos seus governantes.
Em ações promovidas nas redes sociais, manifestantes pedem até mesmo o impechment da presidente Dilma Rousseff. Para isso, a rede de ativistas Avaaz, está reunindo assinaturas digitais para tirá-la do comando do país. Com menos gente nas ruas o ex-presidente Fernando Collor de Mello perdeu o mandato com votos dos parlamentares, que hoje nada representam para o povo.  

Realmente, a situação do governo é bem complicada. Parece que o PT perdeu o controle da administração e coloca o país a caminho de um caos. A insatisfação vai além do aumento da tarifa, ela ampliou sua abrangência e trata de temas como corrupção, saúde, educação, moradia e violência. Essas situações deveriam ser exigidas pelos parlamentares.

Enquanto pessoas morrem nos hospitais, por falta de atendimento médico, medicamento, aplicação de vaselina, como fosse soro, milhares de reais são investidos na construção de estádios, alguns deles ficarão sem nenhuma utilidade após o evento esportivo.  

O país está regredindo. A inflação sobe assustando a todos de viverem o mesmo drama ocorrido na década de 80 e início de 90, quando o índice inflacionário era altíssimo, chegando há mais de 30% ao mês. A comercialização de alimentos era racionada, pois os valores subiam aceleradamente.

O povo está cansado de ouvir tantas besteiras. Para acabar com a oposição, o governo demonstra preocupação somente com os partidos políticos que estão ao seu lado. A falta de oposição levou o povo aos protestos em todas as capitais brasileiras.

O sexto protesto, que levou mais de 60 mil pessoas as ruas, contra o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo, realizado na noite de terça-feira (18/6), foi marcado por saques a lojas, destruição de agências bancárias e a depredação do edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo e tantos outros prejuízos.

De acordo com o estudo “Prices and  Earnings”, realizado pelo grupo financeiro UBS, o transporte público de São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os mais caros do mundo. Com valor médio de US$ 1,53 (R$ 3,32), a capital paulista ocupa 37ª colocação do ranking. A cidade maravilhosa aparece na 38ª posição com o custo médio da passagem em US$ 1,56 (R$ 3,39). Valores esse injustificáveis, pois o sistema nas duas cidades é precário.

As empresas enfrentam um difícil momento econômico. O governo deixou a classe média miserável. De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), famílias com renda per capita, entre R$ 300 e R$ 1 mil são enquadrados como a atual classe média, que representa 54% da população brasileira. Como é possível viver, ou melhor, sobreviver com uma renda dessas? Com os valores dos produtos e serviços nas alturas. Além de tantos impostos a serem pagos, para o governo gastar aleatoriamente, como exemplo destinou R$ 9.000.000,00 ao partido PSD, com a criação de um ministério, para acomodar o partido do governo. Agora, quem está fazendo oposição ao governo é o povo.

Ação para solucionar os problemas levantados, é essa a resposta do governo esperada pelos cidadãos brasileiros. Finalmente, a população brasileira saiu do estado de inércia e voltou às ruas para cobrar mudanças.
Pressionado pela massa, o governo, enfim, cedeu, reduziu os valores da passagem. Essa é apenas uma das bandeiras defendidas pelos cidadãos brasileiros, que conquistou a vitória. Muitas outras estão por vir. Afinal, o Brasil inteiro está nas ruas clamando por justiça, dignidade e respeito!

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