Violência preocupa taxistas em pequenas e grandes cidades do Brasil

Em todas as edições da Folha do Motorista noticiamos casos de crimes contra taxistas. Não queremos, com isso, criar alarde entre a categoria e nem sensacionalismo, mas sim mostrar para as autoridades que os profissionais da praça estão cada vez mais sujeitos à violência cotidiana, e algo precisa ser feito. Detalhando também o modo de agir dos bandidos, mostramos para o taxista uma forma de defesa, já que ele pode perceber o intuito dos supostos “passageiros” e se defender, de alguma forma.

 

Nessa edição da Folha do Motorista, porém, notamos que os crimes contra os taxistas estão crescendo em cidades menores. Lugares que, até bem pouco tempo atrás eram tidos como pacatos e bons para se viver estão se tornando violentos, e os trabalhadores e a população em geral estão à mercê de criminosos.

 

A verdade é que não há mais lugar seguro em nosso país. O tráfico e o consumo de drogas estão presentes em praticamente todos os municípios brasileiros, e chegam até aos lugares mais distantes dos grandes centros. E junto com a droga vem a violência e os assaltos que podem terminar em tragédias, porque um viciado é capaz de tudo para conseguir uns poucos trocados.

 

Os criminosos não estão migrando para as cidades menores, como alguns podem pensar. A criminalidade está aumentando assustadoramente no Brasil, e os grandes centros não são mais a única opção para os bandidos. Talvez os indicadores de violência da Secretaria de Segurança Pública não mostrem esses dados, mas os fatos que noticiamos nos dão a real dimensão do problema que temos pela frente.

 

São tantas as frentes que devem ser enfrentadas pelo Poder Público que estamos falando de ações em longo prazo. O combate ao tráfico de drogas é uma guerra que parece não ter fim. Os viciados, que antes eram vistos em becos e esquinas das grandes metrópoles, hoje se reúnem em cracolândias formadas em pracinhas de cidades do interior, em volta do velho coreto. E os menores infratores podem não ter freqüentado à escola, mas sabem perfeitamente que a impunidade é o que prevalece no Brasil.

 

Temos a impressão de que o crime comanda, e as autoridades simplesmente correm atrás do prejuízo. Sem ter muito a fazer, a Folha do Motorista continuará informando os amigos da praça: publicando relatos de violência que podem servir de alerta, e também difundindo as novas tecnologias que auxiliam na segurança, como o sistema de câmeras para táxis idealizado por Salomão Pereira. Mas, o pior, é que não podemos ser otimistas com o cenário que o futuro nos reserva: só nos resta ter fé.

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