A violência ronda a categoria

Em todas as edições do jornal Folha do Motorista reservamos espaço para noticiar a violência. Não fazemos isso por sensacionalismo, mas como veículo de comunicação temos o dever de informar nossos leitores, e transmitir boas ou más notícias.

 

Nas duas últimas semanas vimos um aumento da violência contra os taxistas. Um profissional de 81 anos foi assaltado e deixado trancado no porta-malas do seu carro. Outro sofreu um seqüestro relâmpago, e ficou 40 longos minutos em poder dos criminosos. Um terceiro taxista e sua passageira foram baleados...

 

A violência atinge todos os setores da sociedade, mas os taxistas são vulneráveis em função de sua própria profissão. Qualquer pessoa pode entrar em um táxi, e os assaltantes se aproveitam dessa circunstância e se passam por passageiros. Além disso, grande parte dos profissionais ainda não aderiu ao pagamento da corrida por cartão, e andam pelas ruas carregando o seu lucro diário em dinheiro vivo.

 

Pensando em inibir a ação dos criminosos, Salomão Pereira criou a câmera de segurança para os táxis. Na semana passada, a câmera se tornou notícia em diversos veículos de comunicação como uma solução aos assaltos sofridos pela categoria. Afinal, a imagem do criminoso é registrada em um servidor, e independente do que aconteça com o carro, já estará gravada e poderá ser levada às autoridades.

 

Salomão, preocupado com a escalada da violência que assola a categoria, foi recebido pelo governador Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes para apresentar a câmera de segurança e buscar apoio a esse projeto. O governador não só prometeu que fará tudo ao seu alcance em favor dos taxistas, como propôs que a câmera seja instalada também nos ônibus, para barrar a onda de crimes contra os coletivos.

 

Com isso, vemos que uma idéia, que foi concebida inicialmente com a intenção de proteger um número restrito de pessoas (os taxistas), no futuro poderá ser usada em benefício de toda a sociedade. E tiramos lições disso: não basta dizer “eu me preocupo” ou “a violência cresceu”. Precisamos de saídas, idéias práticas, acessíveis e possíveis. Precisamos de pessoas que realmente busquem soluções.

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