Após décadas de descaso, hoje São Paulo sofre com falta de mobilidade

Quem mora em São Paulo já sabe que, para chegar no horário nos compromissos, é preciso sair de casa com muita antecedência. O trânsito é travado em todas as regiões da cidade, e não existem mais horários de pico para congestionamentos.


Se andar de carro é complicado, optar pelo transporte público não melhora a situação. O metrô e a CPTM estão superlotados, sem previsão de melhora da qualidade e com falhas constantes. Mas, será que tudo isso não poderia ter sido evitado?


Vamos comparar apenas o metrô de São Paulo com o de Londres, na Inglaterra, o maior e mais antigo do mundo. A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô – foi criada em 1968, e a primeira viagem aconteceu em 1972. Em Londres, a primeira estação foi entregue em 1863, mais de 100 anos antes. Será que precisávamos esperar tanto?


Quando falamos de quilômetros construídos, então, é vergonhoso. Depois de 46 anos de existência, São Paulo possui apenas 65,3 quilômetros de metrô, e ocupa o 37º lugar no mundo em termos de tamanho. Em compensação, Londres possui 408 quilômetros de trilhos, o que em linha reta equivale quase à distância total entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.


Em número de estações também estamos mal. A capital paulista possui 58 estações, divididas em ínfimas quatro linhas. Já Londres tem 275 estações, e somente a sua maior linha, a Central Line, possui 83 quilômetros e supera a extensão de todo o sistema de metrô de São Paulo.


 O Brasil quer se tornar um país desenvolvido, e falar de igual para igual com nações ricas do mundo, mas a mobilidade urbana nunca foi tida como prioridade. O trânsito de São Paulo afasta turistas, negócios e traz prejuízos a empresas e pessoas. Nós pagamos a conta do trânsito, já que o tempo perdido no momento do transporte, em toda a cadeia produtiva, é repassado para o consumidor final.


O desafio é imenso para a Prefeitura. Após anos de descaso, morosidade em obras e superfaturamentos, a pauta da mobilidade urbana está em discussão. Corredores e faixas exclusivas de ônibus “amenizaram” o caos de quem é usuário desse meio de transporte, mas o restante da população também merece viver com qualidade de vida. E já passou da hora!

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