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Manifestações de protesto paralisam a praça do Rio de Janeiro na hora do rush

Reivindicações de passe livre extrapolam para outros temas políticos

        

Alguns taxistas bem que tentaram expor suas reivindicações específicas, mas tiveram seus gritos abafados pelas vozes dos mais de 300 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, que ocuparam a Avenida Presidente Vargas no final da tarde do dia 20 de junho em adesão ao protesto nacional contra o modelo de transportes do País, a corrupção, a PEC 37, entre outros. A maior manifestação pública do mês impediu a discussão da categoria taxista contra a liminar que impede a inclusão de novos motoristas no serviço de táxi do município.

        

A pressão popular tinha por alvo temas que afetam a coletividade. Os atos derrubaram o aumento da tarifa dos transportes públicos – os vinte centavos. As duas semanas de manifestações também foram suficientes também para derrubar a PEC 37, a Proposta de Emenda Constitucional que tirava poder de investigação do Ministério Público, a mesma instituição que recentemente questionou a existência do sistema de táxis especiais do Rio de Janeiro, pedindo a extinção da cobrança em dobro pelo serviço. No mesmo dia, taxistas tentavam chamar a atenção para problemas próprios da categoria, como a liminar que impede a inclusão de novos auxiliares na praça.

        

No Rio de Janeiro, o efeito das manifestações iniciadas em São Paulo ainda podem ser sentidos. A Câmara dos Vereadores do município aprovou a criação da CPI dos Transportes, comissão que investigará o processo municipal de licitação das linhas de ônibus. A Prefeitura se antecipou e anunciou o Pacto pela Transparência nos Transportes no dia 25 de junho, divulgando uma série de medidas para melhorar a gestão do transporte municipal.

        

Diante de toda esta movimentação, o prometido reajuste da tarifa de táxi para junho não aconteceu. No início do mês, Valdecir de Souza Lima, o Vavá, criticou a ausência do aumento, dizendo que a falta de palavra já está ficando chata. Ele resume a opinião de muitos taxistas cariocas.

        

Prejuízos também tiveram os taxistas que fazem ponto na Avenida Rio Branco, durante o final da noite. Acostumados a atender aos chamados dos diversos funcionários das empresas locais, nenhum deles pode funcionar, já que a avenida permaneceu horas ocupadas pela população. O mesmo se deu durante a semana seguinte. As manifestações diárias causaram prejuízos aos motoristas de táxi. De positivo ficam as mudanças no cenário político brasileiro motivadas pela pressão popular.

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