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Vândalos quebram cabine de ponto de táxi por duas vezes durante manifestações

Taxistas impedidos de trabalhar tiveram prejuízo de R$ 100,00 diários

           

No rastro de prejuízos causados ao comércio pelas manifestações de junho, a associação Barca Táxi não ficou de fora. Vândalos quebraram a cabine utilizada para coordenar as viaturas e identificar o ponto de táxi na Praça XV, um dos alvos da manifestação. Sem poder trabalhar, taxistas amargam prejuízos durante os protestos.

           

Antonio Carlos Vieira Lobo, presidente da Barca Táxi, disse que ficou sem condições de trabalhar:

           

“Nosso ponto fica em uma região estratégica, na Praça XV, próximo ao Paço Imperial, onde houve depredação. A rua fica fechada desde a Presidente Vargas. Não tivemos acesso ao ponto”, disse Antônio.

           

O prejuízo com a paralisação do trabalho chegou a R$ 100,00 por dia para cada taxista:

           

“Temos vários motoristas trabalhando no turno do dia e outros à noite. Os que atuam no turno noturno não conseguiram trabalhar. As opções são a zona Sul, também afetada pelos movimentos, ou ir para a casa arcar com os prejuízos”, disse.

           

O vandalismo também impôs prejuízos à estrutura da associação. Houve depredação da cabine de táxi do ponto.

           

“Terça-feira (18/06) quebraram o acrílico da cabine. Nela guardamos nossos rádios e os cartões de ponto, além de documentos para associados. Refizemos a cabine na quarta-feira. Na manifestação da quinta-feira (20/06) quebraram tudo novamente. Graças a Deus havia colocado os rádios no chão da cabine e eles não foram roubados. Não tiveram como chegar porque a cabine é blindada por baixo”.

           

O presidente resolveu blindar totalmente a cabine por fora para evitar novos prejuízos. Apesar do vandalismo, Lobo acha justa a manifestação:

           

“Nós estamos precisando de muita coisa. O Poder Público tenta fazer, mas não consegue. O pessoal fica indignado com os milhões gastos com a Copa do Mundo mas o Governo tem dinheiro para melhorar a saúde, a educação, o transporte. Muita gente reclama. Nós que trabalhamos no táxi escutamos reclamações contra os ônibus, que não param no ponto, que os motoristas não são bem treinados. Acho que o governo tem que intervir nisso”, disse.

           

Em relação ao quebra-quebra provocado durante as manifestações do povo, o taxista é contra:

           

“Quanto ao vandalismo, são ações de pequenos grupos. Tem muito morador de rua envolvido nisso, se aproveitando da dificuldade da Polícia Militar, em estar nos locais desertos”.

           

A Barca Táxi tem 94 viaturas e contratos com as empresas do Centro da Cidade. Antonio Carlos pediu desculpas aos clientes:

           

“Não tem como funcionário ficar aqui. A violência é muito grande. Muitos prédios ao redor foram depredados, como a Bolsa de Valores, a agência bancária do Itau. Não tivemos como trabalhar”, disse.

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