Folha do Motorista SP
Edição online | Edições em PDF
Folha do Motorista RJ
Edição online | Edições em PDF

Taxistas reclamam de dificuldades para trabalhar durante os Jogos Rio 2016

Prefeitura impõe restrições de tráfego e afeta arrecadação de pontos de táxi


pontoOs Jogos Olímpicos Rio 2016 não estão sendo tão lucrativos para os taxistas. A concorrência desleal e a prioridade para os transportes públicos deixam pouco espaço para trabalhadores antigos, como o seu Jorge, com 32 anos de praça e seu colega Juarez, 42 anos na ativa, do ponto da Rua Paula Freitas, em Copacabana.


Jorge reclama que apenas táxis vinculados a dois aplicativos podem atuar nos local dos jogos. Ele lembra o taxista que teve o táxi rebocado porque atendeu a um passageiro que queria chegar a sua residência  – função específica da atividade. Desanimados, os taxistas reclamam;


“Trabalhamos em frente a um motel que fez um pacote com outra empresa. Para nós, nãosobrou nada. Nos dois primeiros dias chegaram a ter um bom movimento, mas no domingo, muito pouco”, reclama Jorge. “Estão usando muito o transporte de massa, como pedido”, diz Juarez.


Espectadores dos Jogos de vôlei ficaram sem transporte público durante a madrugada de 9 de agosto. O Metrô parou de funcionar a partir de 1 h 30 min. Mesmo assim, os táxis foram impedidos de atender passageiros nas áreas dos jogos:


“A Guarda Municipal não deixa pegar (passageiro). O passageiro tem que esperar até às seis horas da manhã. Existe como sempre uma perseguição muito grande ao taxista. A prefeitura sempre nos excluiu. Nunca chamou o taxista para ser o parceiro. Quando o estrangeiro chega ao aeroporto somos nós o primeiro cartão de visitas”.


Os taxistas também criticam o sistema de faixas de trânsito que exclui o taxista e que só permite o tráfego de carros da “família olímpica”. “Outro problema é o Uber”, disse Jorge.


Juarez reclama da arrecadação. Mesmo sendo proprietário do veículo, ele faturou R$ 135,00 no dia 10 de agosto, o que considera muito pouco.


Apesar das dificuldades durante os Jogos, Jorge diz que o problema é pontual:


“Hoje, o táxi e sorte e trabalho. Quando não se tem sorte, se tem trabalho. Só pedreira”, definiu.

Curta a Folha do Motorista

Visitantes online

Temos 28 visitantes e Nenhum membro online

Links Interessantes: Coruja Feed  | Agência Igloo Digital