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Taxista auxiliar Carla Catão vence preconceitos e assume volante pelas ruas do Rio

Passageiros começam a aceitar a mulher na praça carioca

Na praça há sete meses, Carla Catão é motorista auxiliar de táxi, profissão antes considerada exclusiva dos homens. Com coragem, ela enfrenta os obstáculos da profissão de modo alegre, e com a ajuda dos companheiros supera as raras rejeições ao seu trabalho.

Quando perguntada como é trabalhar em um táxi Carla é bem realista: “Para mulher acho arriscado. Ficamos muito vulneráveis porque não sabemos quem vai entrar no carro. Mas nunca passei por situação difícil”.

Carla acredita que a melhor forma de trabalho para as motoristas se dá através das associações. Ela é uma das defensoras do cooperativismo no setor de táxi:

“É bom a mulher motorista ser agregada a uma cooperativa. Minha associação é 'dez'. Eu tenho amigos muito bacanas que estão sempre de olho e apoiando”, disse.

Esposa de despachante, Carla diz que entrou na praça com a ajuda do marido. Um amigo da família é dono do táxi em que trabalha. Ela não pensou duas vezes e aproveitou a oportunidade de trabalho.

Como motorista auxiliar, Carla já tem uma forte opinião em relação às confusões da praça, com liminares, aproveitadores e tentativas de licitação do setor.

“Isso nada mais é do que um jogo político. Vemos que por trás de tudo existem muitas coisas ocultas. Tenho certeza que pretendem favorecer apenas alguns. A minoria vai ser beneficiada. E apenas aqueles que estão na frente”.

Em apenas sete meses de atuação, Carla é uma taxista experiente. Ela conta que a maioria dos passageiros a recebem bem, mas de vez em quando há quem a rejeite:

“Por incrível que pareça, os passageiros que peguei nunca me colocaram em uma situação engraçada. Às vezes falam: nossa, uma mulher dirigindo! E o meu volante ainda é cor-de-rosa. Os passageiros homens são tranqüilos. Mas já sofri rejeição. Uma vez um senhor foi pegar meu carro no ponto de táxi e quando viu que era uma mulher taxista saiu e pegou o carro da frente”.

A taxista revela que não é rejeitada pelas passageiras. “Elas acham divertido uma mulher em uma profissão tão masculina”, explica.

Carla reforça a ideia de que o serviço de táxi também é para mulher. “Estamos dominando o mundo. O mundo será nosso”, concluiu.

 

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