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Taxistas pedem a legalização do ponto no Shopping Del Castilho

Associação atende a passageiros do Metrô além dos consumidores do shopping

Há nove anos, taxistas perceberam a necessidade de um ponto de táxi nos arredores do Shopping Nova América, abaixo da passarela que liga o estabelecimento à estação do Metrô. São centenas de pessoas circulando por ali, diariamente. Mas, apesar dos constantes pedidos de legalização do ponto, oficializados por meio de advogados, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) ainda não colocou uma placa de táxi no local.

Os passageiros estão acostumados com os motoristas do ponto. A todo instante chegam e procuram um taxista conhecido com a certeza de encontrar um bom serviço. Os motoristas, homens e mulheres, são uniformizados e transmitem segurança aos passageiros. Cada motorista faz dezenas de corridas diariamente, graças ao atendimento de qualidade prestado pelos colegas.

O presidente da Associação de Taxistas Del Castilho, Rogério Nascimento Gomes, explica que o ponto começou a ser criado por seis motoristas de praça:

“Desde 2008 tentamos regulamentar o ponto de táxi localizado diante do Shopping Del Castilho. Apesar das iniciativas, o órgão ainda não respondeu aos pedidos dos taxistas locais”, disse o presidente. Segundo Rogério, um antigo decreto suspendeu a criação de novos pontos de táxi no município.

Nos próximos dias, a Associação reiniciará diálogo com a direção do shopping. O ponto é necessário para o atendimento aos frequentadores do Nova América, bem como à comunidade local. Esses argumentos foram apresentados aos representantes da SMTR. Os taxistas consideraram a resposta muito informal e não ficaram satisfeitos:

“Eles dizem que a SMTR ofereceu a legalização do ponto entre as 22 horas e a 1 hora, horário em que o shopping está fechado. Isso não adianta. Pedimos uma placa de ponto fixo. Só que, infelizmente, uma lei de 2009 proíbe a criação de novos pontos. Apesar disso, solicitamos o ponto provisório, até que a coisa se normalize”, disse Rogério.

Os taxistas do ponto se reúnem constantemente com a direção do shopping. A luta deles é de longa data, como explica Nilo Vanderlei da Silva, vice-presidente da associação:

“Estamos tentando oficializar o ponto para que trabalhemos dentro da legalidade, de acordo com as normas da Prefeitura. Somos 27 carros com 29 motoristas. Trabalhamos até a madrugada. Se uma mulher chegar aqui 1h da manhã terá dificuldades. É tudo deserto, mas a gente está aqui. É mais seguro para a população do metrô”.

Rogério acredita que as autoridades públicas vão achar uma maneira de adequar o ponto de táxi no local. A associação já procura novos integrantes. Mas a falta de sinalização é motivo de preocupação. “Acredito que oficializando vamos precisar de mais taxistas. São muitas corridas. Tem gente que paga R$ 180,00 de diária e está aqui”, disse o presidente.

 

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