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Mais um taxista é assassinado na Zona S

 



Motorista é a décima quarta vítima neste ano

Carla Guedes Ferreira

 

O taxista Jorge Faleiros do Espírito Santo, de 59 anos, foi assassinado durante uma tentativa de assalto na sexta-feira (5/4), na região da Zona Sul de São Paulo. A vítima foi abordada ao chegar em casapor dois homens.

 

 “Ele colocou o carro na garagem e desceu para fechar o portão quando dois homens anunciaram o assalto e atiraram. Quando o genro dele saiu para verificar a discussão, meu irmão já estava caído”, explicou Mário do Espírito Santo Silva, que também é taxista.

Revoltados com a morte de mais um companheiro de praça, cerca de 300 taxistas realizaram uma manifestação na noite de sábado (6/4). Eles acompanharam o carro funerário com o corpo da vítima, desde a saída do Instituto Médico Legal (IML) na Zona Sul até o Cemitério Parque Jardim das Flores, em Cotia.

 

Em seguida, o grupo seguiu para o Palácio dos Bandeirantes. “Entregamos uma carta com pedido de segurança a um representante do governador Geraldo Alckmin, que garantiu empenho na investigação do caso”, informou Silva.

Há 30 anos trabalhando como taxista, Faleiros era considerado tranquilo pelos colegas de profissão. “Ele era uma excelente pessoa. Trabalhava direito sem arrumar confusão com ninguém. Agora, nós queremos a prisão desses elementos”, desabafou o companheiro de praça Wilmar Barbosa.

 

Faleiros, que era viúvo, deixou dois filhos e dois netos. A família está muito abalada com a violência e espera ação das autoridades. “A gente fica sem esperança e sem apoio. Não sente mais firmeza nas coisas. A gente fica como um soldado que foi para a guerra e voltou traumatizado”, relatou o irmão da vítima e ainda criticou a ação dos Direitos Humanos. “Hoje, se fala tanto em direitos humanos, mas eles só defendem os bandidos, agora o taxista nem é lembrado. Isso é revoltante, esse grupo deveria ser extinto”.

Para Silva, os ladrões estão cada vez mais organizados na execução dos crimes. “Acho que estão surgindo novas modalidades de roubos a taxista. A primeira os criminosos cercam o motorista de um lado e o passageiro do outro. A segunda eles abordam o profissional ao chegar em casa. Essas ações, inclusive foram informadas ao representante do governador”, alerta.

Segundo a delegada assistente do 98ºDP, Marina Abigail Schimith Carreira, quanto o delegado assistente do 43ºDP, Luis Guilherme Brandão Pinheiro, todos os casos de registrados são devidamente investigados, entretanto é baixo o número de boletins de ocorrência de roubos a taxistas na Avenida Cupecê.


As autoridades enfatizaram a importância do registro dos boletins de ocorrência, somente assim a Polícia Civil e a Polícia Militar, por meio de um trabalho de inteligência, intensificarão o policiamento nas devidas regiões.

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