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Taxista é multado ao desembarcar cliente portadora de deficiência física

Em 7 de maio, durante o desembarque de uma passageira portadora de deficiência física em frente ao Hospital do Servidor Público Municipal, localizado na Rua Castro Alves, 76, região da Zona Leste, o taxista Vagner Cardozo Dias, do Ponto 2216 (Shopping Jardim Anália Franco), foi autuado por um agente de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) por estacionar afastado da guia da calçada.

De acordo com o taxista, a rua estava sem vagas livres para estacionar e por isso parou o veículo na entrada de um estacionamento para desembarcar a passageira, quando o agente veio em sua direção. “Do meu lado ele chegou e falou: ‘você está errado’. Como respondi que não havia outro lugar, ele simplesmente me olhou e disse: ‘vou te multar’. Se eu tivesse ficado calado teria evitado a multa”, lamenta.

Para o taxista, o agente de trânsito usou de má fé ao multá-lo. “Ele agiu com intolerância, pois nem sequer deixou eu explicar o motivo de parar naquele local. A passageira ficou indignada com a situação, inclusive ela escreveu uma carta para me auxiliar a recorrer da multa”.

 

A passageira Darcy Eney Pizzolio, transportada naquele dia, se disponibilizou como testemunha do taxista e ainda redigiu uma carta reforçando a versão dele e repudiando a atitude do agente de trânsito.  No texto que escreveu ela afirma: “sou deficiente física e aposentada por invalidez. Wagner parou o táxi em frente ao portão, por um minuto mais ou menos, só para eu descer”, diz a mensagem.

Endereço errado
Informações como o endereço incorreto e a ausência de condutor no momento da notificação reforçam a versão do taxista sobre a multa ter sido aplicada intencionalmente. “Eu estava presente e a passageira é minha testemunha. Além disso, a Rua Castro Alves Maria Candida, 39, apontada como local da infração não existe. Na maldade, o agente acabou fazendo errado”, salienta o taxista.

Para ele, erros assim devem ser abolidos com o melhor treinamento dos funcionários. “O órgão de trânsito precisa colocar nas ruas funcionários dignos e preparados, que façam as coisas corretamente”, sugere Dias.
Há 20 anos trabalhando como taxista, Dias se define como um motorista consciente e respeitador das leis de trânsito.  “Dificilmente sou multado. Em sete anos com o mesmo veículo cometi somente três infrações”, reconhece.

Embarque e desembarque

Outra dúvida comum entre os taxistas é sobre o funcionamento do embarque e desembarque de passageiros nas vias públicas. “A maioria dos motoristas desconhece essa questão. Meu trabalho é transportar clientes, mas, às vezes, fico em dúvida sobre onde posso ou não estacionar. Eu só não posso deixar de trabalhar e alimentar a minha família, por falta de vaga para estacionar. Isso não é problema meu, mas sim de estrutura da cidade”, crítica.

Para esclarecer a reclamação do taxista e como funciona a questão de embarque e desembarque de passageiros de táxi, nossa reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes (SMT), mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi encaminhada.

 

 

 

 

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