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Trabalhando com taxímetro virtual, o prejuízo é de 60%

Trabalhando com os aplicativos 99 e Easy Táxi, o motorista não tem como garantir o valor de suas corridas. As empresas usam o taxímetro virtual e tem variações de preço em comparação com o taxímetro convencional. Não se sabe se as corridas são cobradas por quilômetro rodado, distância do ponto de origem ao destino, ou outra forma que possa estar sendo utilizada. Cada corrida faturada pelos aplicativos tem variações irregulares.


Além disso, são cobradas taxas do aplicativo sob cada corrida dos motoristas. “A Easy cobra 1,50 por corrida e a 99 cobra 12.99℅, as duas não incluem hora parada em suas cobranças” conta o taxista José Antonio dos Santos.


Até mesmo o aplicativo Uber deixa claro para seus motoristas o quanto cobra por cada corrida, que tem um valor mínimo de R$7,00, quilômetro rodado de R$ 1,40, bandeirada a R$ 2,00 e hora parada a 0,26 centavos o minuto. Segundo um motorista do Uber, que atua no aplicativo após ficar desempregado, seu faturamento semanal é de 600 a 700 reais.


Em resumo, os dois lados estão tomando prejuízo. O taxista, que teve sua receita reduzida em 60%, e o motorista do Uber, que trabalha quase de graça.


Com o judiciário em defesa dos aplicativos prestando serviço irregular na atividade do taxista, está longe de existir uma solução para o problema. A Folha do Motorista é um órgão de imprensa em defesa da categoria e visa mostrar as irregularidades do judiciário, legislativo e executivo.
O taxímetro virtual, que não é aferido pelo IPEM (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), continua prejudicando os motoristas com tarifas variáveis e garante apenas o lucro das empresas, sem favorecer o motorista.


A 99 tentou inserir a categoria Táxi Preto em seu aplicativo, mas o vereador Salomão Pereira lutou para barrar essa ação, que faria com que o taxista perdesse 25% em cada corrida, e obrigou a empresa a utilizar o taxímetro convencional.


A Lei 16.345 levou à competência do DTP a regulamentação de todos os aplicativos na atividade do taxista. Segundo o Diretor do DTP, Roberto Brederod, 19 empresas foram regulamentadas, com exceção do Uber que segue atuando por conta do decreto do prefeito Fernando Haddad.


Com os novos governantes municipais, os taxistas esperam que o aplicativo saia do controle da SP Negócios, passe a ser regulamentado pelo Controle do Departamento de Transportes Públicos.

 

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