Poder Público em xeque

Defender aplicativos de carona remunerada é o mesmo que defender a ilegalidade sob o pretexto do avanço tecnológico. Por isso, não é possível aceitarmos a defesa que setores da sociedade fazem para os aplicativos de carona remunerada.


Em primeiro lugar, não existe carona remunerada. Se alguém cobra para conduzir alguém em seu veículo está explorando uma atividade comercial. Mas isso é óbvio.


A falta de controle social dos operadores do serviço é outro ponto. Quem garante que os passageiros deste tipo de transporte  estão seguros? Para exercer a atividade de taxista o Poder Público exige uma série de documentos sobre a vida do candidato. Ele pode ser encontrado, pois está preso a um contrato com a Prefeitura.


Os documentos exigidos pelo órgão público aos candidatos a taxistas são muitos, e custosos. Somam-se  ainda os gastos de legalização dos veículos. A atividade tem que ser controlada pela sociedade, e não, por uma empresa particular. Este controle social não recai sobre os transportadores clandestinos.


Deixar que exploradores particulares ditem as regras pelas quais vamos viver é o mesmo que favorecer contrabandistas, contraventores, dando-lhes o direito de nos controlar, ao bel prazer de suas emoções.


Vivemos em um país civilizado em que as regras são criadas para a proteção de todos. Passageiros que utilizam transportes clandestinos colocam a própria segurança em risco. Já passou da hora das autoridades entrarem neste assunto. O secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Rafael Piciani, diz a taxistas que os aplicativos de carona remunerada são ilegais. Muito bom. Mas falta a ação contra este tipo de pirataria.


Para culminar, taxistas estão sendo ameaçados pelas redes sociais. Um internauta gravou um vídeo em defesa de um aplicativo. Chega a exibir uma pistola na tentativa de intimidar toda uma categoria de profissionais.


Estamos às vésperas de um evento internacional capaz de mobilizar não só o Rio, mas outras cidades grandes. É imperioso tratar deste assunto com mais firmeza. A prefeitura tem o poder de filtrar e escolher quem pode exercer a atividade de taxista. Não pode deixar este poder de lado. Deve, sim, se responsabilizar pelo serviço prestado. E esta atividade social não pode ficar nas mãos de formuladores das próprias leis.
  

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