O que poderia ser feito com R$ 530 milhões?

Essa é a pergunta que muitos paulistanos estão se fazendo depois que a prefeitura anunciou que gastará R$ 530 milhões com a compra de 843 novos radares para a cidade de São Paulo. É muito dinheiro, que poderia, e deveria, ser empregado em causas mais nobres e com retorno direto para a população. Afinal, esse valor sairá dos cofres públicos, que são abastecidos com os nossos impostos.

 

Todos concordam que o trânsito precisa de regulamentação e fiscalização. É necessário proteger os pedestres e ciclistas, fazer campanhas contra o hábito de dirigir depois de beber, realizar a manutenção de ruas e avenidas, entre tantas outras ações. Mas, apenas a instalação de 800 radares, proliferando a indústria das multas, irá resolver?

 

A Prefeitura enviou para a Câmara Municipal uma estimativa de que as multas crescerão 28,6% no ano que vem. Isso equivale a uma arrecadação de cerca de R$ 1,2 bilhão. Pensando sob essa ótica, o valor de R$ 530 milhões vai dobrar em um ano. Realmente, os radares foram um bom investimento (apenas para a Prefeitura).

 

Mas, analisando de uma maneira simplista, será que R$ 530 milhões não poderiam melhorar a saúde na nossa cidade? E a interminável fila de crianças à espera de uma vaga em creches, não seria diminuída? Afinal, em que área será investido o bilhão que será arrecadado em 2014 com as multas? Em escolas, lazer, no transporte público? Essas respostas a Prefeitura não fornece.

 

Os motoristas devem respeitar as leis de trânsito, mas as multas em São Paulo viraram fonte de arrecadação, e não de educação. Se ao menos o valor astronômico fosse repassado para a melhoria de vida da população, iríamos nos conformar. Mas R$ 1,2 bilhão é um valor considerável para se evaporar ao vento, sem destino certo.

Visitantes online

Temos 57 visitantes e Nenhum membro online

Links Interessantes: Coruja Feed  | Agência Igloo Digital