Falta de representatividade

Nem o táxi voador de Korben Dallas – personagem vivido pelo ator Bruce Willis no filme “O Quinto Elemento” – apresenta tanta tecnologia. O aplicativo de caronas remuneradas Uber anunciou que desenvolve pesquisas para a criação e montagem de veículos que operam sem motoristas. Mesmo com as reclamações de taxistas de todo o mundo, os investidores deste sistema prosseguem sem efetivamente serem parados.


Em março de 2015, uma gravação lançada nas redes sociais deixava a entender que os aplicativos de carona remunerada são poderosos a ponto de evitar apreensões e multas. Tudo por conta de hábeis advogados. Na ficção cinematográfica, Bruce Willis cortava uma volta para se livrar da fiscalização no ano de 2263.


Por detrás das ações deste grupo empresarial está a exploração do transporte de passageiros sem a regulamentação necessária. Se a gravação anônima de um motorista dizendo que a empresa está pronta para tirar dos depósitos qualquer veículo de operador ilegal pego na fiscalização for correta os taxistas terão um longo trabalho pela frente.

O principal deles será a representatividade. Há anos os taxistas tentam criar organizações representativas. No Rio de Janeiro, a rejeição ao sindicato da categoria é grande. Por outro lado, a tentativa de criação de outras entidades esbarra nos desentendimentos e conflitos de interesses presentes nas assembleias de criação.


Este quadro de divisão da categoria é prejudicial para os próprios taxistas. São várias organizações e associações tentando a modo próprio resolver os problemas da atividade. Com isso, piratas do asfalto ampliam espaço sem serem importunados. Influenciam representantes públicos e tiram do taxista o direito ao livre trabalho.


Enquanto os taxistas discutem e trocam divergências, os hotéis e pontos turísticos estão cada vez mais sendo ocupados por veículos não credenciados pela Prefeitura. As ações do Poder Público são tímidas. O problema se agrava.


Existem, sim, ações positivas. Algumas cooperativas buscam melhoria do serviço como forma de combater a pirataria de luxo. Há tentativas de reorganização de entidades por parte desses motoristas de táxi. O trabalho é grande e desgastante, mas muitos alimentam vontade de prosseguir, mesmo com os obstáculos.


Como no filme O Quinto Elemento, o Grande Mal se aproxima da categoria. Não mais silenciosamente. Mas a fragilidade das organizações de taxistas é o ponto fraco que pode fazer com que esta história tenha um final infeliz, pelo menos para a categoria. A não ser que uma nova postura profissional tome conta da praça carioca.

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