Ameaça da ilegalidade

Apesar de todas as manifestações contra aplicativos que utilizam motoristas sem registro para o transporte de passageiros, serviços como o Uber continuam a crescer e desafiar a legislação brasileira por meio de dinheiro vindo de fora do Brasil.


Afinal, o Brasil é o país onde este aplicativo mais cresce. Certamente, beneficiados pela campanha exercida contra a categoria dos taxistas, campanha esta incendiada por maus profissionais.


A lógica deveria indicar que um mau profissional não pode ser o espelho de toda uma coletividade. Mas em um país ainda dominado pela figura do ‘coronel’ que manda em tudo e dita normas, hoje encarnado em noticias distorcidas, fazem o errado ter a feição de certo.


A praça tem profissionais ruins, bem como passageiros inadequados. Um tipo é o que usa cartão de crédito para pagar uma viagem em dólar e não se sentir aviltado. Difícil é acreditar que um passageiro que paga uma conta exagerada por uma corrida possa sair dela sorrindo, como se nada estivesse acontecendo, e ainda elogiar o serviço prestado.


A atitude de alguns taxistas que insistem em realizar carreatas ou mesmo a agredir motoristas e passageiros desses veículos clandestinos tem sido tratada de forma tal que beneficia estes infratores. Os piratas se fazem de bonzinhos, enquanto os taxistas legalizados são transformados em vilões.


Pesquisas diversas mostram que o brasileiro comum apoia a vítima, independente do que ela estiver fazendo, certo ou errado. Pensando nisso, alguns integrantes da classe começam a se mostrar. A exibir o belo trabalho que executam para a população. O táxi é o guardião da cidade em que atua. Seu condutor conhece bem as suas ruas. E é conhecido da população, pois seu registro permanece nos órgãos públicos como tal.


É preciso que as entidades que representam a categoria sejam mais incisivas na defesa do taxista. Até porque a categoria é a fonte de seu sustento. E não pode ser extinta, como chegou a dizer o prefeito de São Paulo. Sua existência é fundamental para o bom andamento da cidade em que atua.


Não podemos deixar que a ilegalidade destrua toda a estrutura de um país. Sim, porque primeiro será com o táxi. Depois, .... quem sabe um outro segmento da nação.

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