Implantação de ciclovias deve respeitar o direito de todos

Na cidade de São Paulo vivem quase 11 milhões de habitantes. Para criar um clima de harmonia a prefeitura, responsável pelas políticas públicas, deve analisar cada aspecto da metrópole para que as ações beneficiem o maior número possível de pessoas. É impossível agradar a todos, mas um bom diálogo resolve quase todas as discussões.


As ciclovias são um exemplo de que a falta de planejamento e comunicação pode transformar um projeto benéfico em vilão da cidade. O complexo de superioridade de alguns governantes faz isso: afinal, eles não precisam dar satisfações de seus atos.


Um ponto em comum foi citado por todos os entrevistados pela Folha do Motorista: a prefeitura não enviou nenhum tipo de comunicado a respeito das ciclovias. As pessoas querem ser ouvidas, querem discutir o que será realizado em suas ruas, nas praças, em frente à suas casas e comércios. Os taxistas querem conversar sobre os seus pontos, sobre a sinalização, sobre as impressões da cidade. Porém...


Tempos atrás foram criadas as subprefeituras com esse exato propósito: estar mais perto da população. Porém, na questão das ciclovias, ao que tudo indica, as subprefeituras não estão desempenhando o papel de informar os cidadãos, e as faixas são pintadas à noite, no escuro, escondidas. Estranho não?


A cidade pertence a todos, e todos têm o direito de opinar sobre os rumos que ela deverá trilhar. Estimular o transporte por meio de bicicletas é louvável, mas não é justo que taxistas, comerciantes e moradores sejam prejudicados pela implantação das ciclovias. Faltou planejamento, e conversa.


Vivemos em um país livre e democrático, e podemos escolher a forma de locomoção que melhor satisfaça aos nossos interesses. E a prefeitura, que foi eleita por todos, tem o dever de proporcionar condições para que a circulação e o estacionamento de táxis, automóveis, ônibus e bicicletas seja possível. Além disso, há ainda o transporte coletivo, que nunca foi prioridade em nossa cidade.


Devemos lembrar que os representantes que hoje nos ignoram serão os mesmos que se candidatarão nas próximas eleições. Então, estará em nossas mãos o poder de também os ignorarmos nas urnas. Quem sabe assim, em outras ocasiões, seremos consultados sobre a implantação de ciclovias, avenidas, pontes, viadutos e tudo o que faz parte da nossa vida.

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