A resistência taxista em meio ao caos

A vida dos taxistas nunca foi fácil. Trabalhar durante horas em meio ao trânsito caótico de São Paulo, atender bem passageiros com todos os tipos de problemas e humores, aguardar por anos um reajuste insuficiente para cobrir as perdas com a inflação e pagar taxas e mais taxas para a administração pública. Porém, tudo deu uma reviravolta quando os aplicativos de “carona remunerada” entraram no mercado, algo impensável até então.


Mesmo sem alardes os apps, tendo o Uber seu mais famoso representante, chegaram e tomaram um espaço antes exclusivo dos táxis. Os profissionais taxistas se viram em meio a uma concorrência predatória, já que bancados por grandes aportes financeiros os aplicativos se permitem tarifas cada vez menores conquistando o passageiro pelo bolso.


De uma hora para outra a profissão taxista se viu ameaçada. Os mais pessimistas deram até prazo para que os táxis deixassem de existir, e vaticinaram que o transporte individual remunerado de passageiros seria tarefa dos aplicativos. Porém, essa não é a primeira vez na história que uma profissão se sente ameaçada pelo advento da tecnologia.


O importante é que as previsões não estão se confirmando. Com seu poder de adaptação os homens se adéquam às situações para sobreviver, e assim têm sido com a profissão de taxista. Através de mudanças na estrutura do serviço, como o não pagamento de taxa de 50% para viagens intermunicipais, descontos e bandeira dois opcional, os táxis estão pelas ruas.


A situação não é a ideal, mas é a possível. Em meio à chegada dos apps juntou-se também a maior crise política e econômica da história do Brasil, o que agravou a situação. Porém, já com sinais de recuperação, a economia brasileira trará novo fôlego para todos, inclusive aos taxistas. Então vamos tratar o momento com otimismo, imaginando maneiras de se reinventar e se adaptar. E vamos votar certo no próximo dia 2 de outubro, para que ventos melhores soprem de vez.

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