Tempo de mudanças e nada a favor dos taxistas

O Brasil passa pela maior reforma interna já realizada neste país, seja na economia, reforma trabalhista, prisão de deputados, ex-deputados, ex-ministros, graça a coragem de um  Juiz Federal Sérgio Moro. Precisamos ficar atentos, para que essas pessoas paguem por tudo que fizeram de errado no país, que chegou lá pelo poder do voto do povo brasileiro. A participação é fundamental neste momento de mudanças e cobranças.

     O que está acontecendo no setor de transporte individual de passageiros é o reflexo desta agitação por que os diversos setores estão enfrentando. No setor de táxi, foram dois anos de muito barulho sem nada de positivo para a categoria, políticos enganando prometeram proibir o aplicativo na conquista de voto. Apenas eles foram os favorecidos. O que estar errada não é o aplicativo, e sim como vem sendo usado.

         Estamos vivendo como se o veículo coletivo em que nos encontramos, lotados, está dando uma freada para arrumar o interior. E o freio é tão forte que pode jogar pessoas para fora do veículo. Neste momento, precisamos ficar mais e mais atentos, pois é a ocasião propícia para o surgimento de aproveitadores a nos bater a carteira.

         Bem fazem os taxistas, interessados em garantir o que lhes é de direito, iniciaram visitas sistemáticas aos senadores visando a regulamentação do setor, colocando a responsabilidade de  decidir pelo serviço do aplicativo, para a competência do poder público. São organizações sindicais, cooperativas e associações tentando mostrar a realidade do serviço de táxi àqueles  responsáveis de direcionar a vida pública, na garantia de seus direitos.

         Regulamentar a vida pública é extremamente necessário. Não se vive em sociedade sem que haja um regulamento, seja ele qualquer serviço prestado.  A importância da regulamentação dos aplicativos usados no transporte de passageiros é maior do que a retaliação de uma corrida eventual mal realizada por um motorista. O tema envolve direitos trabalhistas, hoje cada vez mais reduzidos, e até mesmo a soberania nacional.

         São muitos os taxistas chefes de família e que procuram prestar um serviço digno. O taxista às vezes  é tido como o profissional de relações públicas da cidade. Anos de difamações promovidas por interesses alheios tiveram como objetivo criar uma imagem negativa da categoria.

         Mas é preciso reagir. Os taxistas precisam se unir e reforçar o time daqueles que estão se esforçando em garantir o futuro da atividade. É hora de mudar de comportamento e unir todos os grupos em função de um só objetivo: garantir as regras do serviço de transporte de passageiros. Texto Cláudio Rangel Rio de Janeiro.

Visitantes online

Temos 60 visitantes e Nenhum membro online