Medo da violência altera rotina dos taxistas de SP

Muitos taxistas recusam corridas para se proteger


Propagandas veiculadas exaustivamente nos meios de comunicação pedem a todos para não dirigir depois de beber, e sugerem que a forma mais segura de voltar para casa após uma noite de diversão é usando um táxi. Mas, e quando os taxistas se recusam a levar os passageiros que moram em determinados locais da cidade, por medo da violência?


Isso ocorre com mais frequência do que se imagina. E não são somente os jovens que saem à noite para se divertir que sofrem com a falta de opção de transporte. Profissionais que trabalham no período noturno ficam sem alternativa para voltar pra casa após determinados horários.


O transporte público noturno era uma das bandeiras de campanha do atual prefeito Fernando Haddad, mas ainda não contempla toda a cidade. Sendo assim, o táxi é o principal meio de transporte para muitos paulistanos durante a noite. Porém, dependendo da região em que o passageiro irá desembarcar, os taxistas recusam a corrida.


Com isso, os maiores prejudicados são os profissionais taxistas, que acabam perdendo dinheiro por não poder trabalhar, e também os passageiros, que ficam sem opção de transporte. A segurança pública não protege regiões inteiras da cidade, e o medo da violência faz com que se criem verdadeiras ilhas, locais cercados por criminosos que agem com base na impunidade.


Várias cidades pelo mundo estão vencendo a batalha contra os crimes. Nova Iorque, por exemplo, reduziu em 80% os índices de violência na última década com um pacote de medidas tecnológicas, criação de cortes comunitárias e prevenção. Já o Brasil precisa passar por uma reformulação de seu sistema de justiça, que inclui a redução drástica da maioridade penal, para que os bandidos tenham a certeza de que o crime não compensa.

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