Ânimos exaltados, país dividido

Nunca antes nesse país uma eleição foi tão disputada


Fortes emoções. O segundo turno das eleições presidenciais no Brasil foram as mais disputadas da história, e não só pela diferença pequena de votos que separou os dois candidatos. Pelas redes sociais, mais populares do que nunca, amizades foram desfeitas, ofensas proferidas e até famílias se dividiram por opiniões políticas opostas.


Os eleitores de Aécio Neves e Dilma Roussef teimavam em dizer que não eram de direita ou de esquerda, ricos ou pobres, vermelhos ou azuis, mas simplesmente brasileiros. Independente do partidarismo, acreditamos que cada um defendeu suas bandeiras pensando no bem do país, e isso por si só já é um fato a ser comemorado.


Melhor do que a apatia com o processo eleitoral é a discussão sobre o que deve ser mudado ou mantido. Antes restrita às reuniões de partidos e militantes, a defesa por um dos lados nessas eleições tomou forma nas ruas, nos pontos de ônibus, nas discussões em bares e na internet. Pessoas que não se conheciam se aproximaram pelos mesmos ideais, e outros tantas amizades sofreram abalos sísmicos por divergências políticas.


O suspense gerado na divulgação do resultado final, por culpa do horário de verão e também do fuso horário brasileiro, fez com que os dois lados criassem uma esperança ferrenha. Com a vitória, porém, o PT se tornou o inimigo número um de quase 50% dos eleitores do país.


O lado triste de toda essa epopéia eleitoral foi o preconceito, explicitado e aflorado em meio à dor da derrota daqueles que sonhavam com mudanças no Planalto. Culpando os nordestinos e beneficiários do programa Bolsa Família pela reeleição de Dilma, os revoltados anti PT ofenderam pessoas trabalhadoras, honestas e dignas. Nada justifica a ideia de divisão do país em Norte e Sul: o Brasil é lindo pela sua diversidade.


Agora é hora de juntar os cacos, arrumar a casa e seguir em frente. A vontade da maioria deve ser respeitada para que nosso país tenha a estabilidade necessária e supere todos os problemas que tem pela frente. Esquecendo partidos ou preferências, nós vivemos aqui, e temos que torcer para que a presidenta Dilma realize um bom governo para todos nós. Mas, o mais importante: vamos retomar todas as amizades perdidas com essa eleição.

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