O Brasil na UTI

A intenção era fazer um editorial falando apenas de coisas boas. Precisamos exaltar nosso país, nossa gente, nossas conquistas. Mas, está difícil...


Vamos começar pela saúde. Você já foi vítima do mosquito da dengue? Ou foi vítima do SUS (Sistema Único de Saúde)? A dengue já é epidemia em São Paulo, admitida pelo Ministro da Saúde. E em alguns hospitais a demora para o atendimento chega a mais de oito horas. O que dói mais? A doença ou o descaso?


E a educação? Milhares de jovens estudaram muito, sacrificaram momentos de diversão e conseguiram uma vaga em uma faculdade, sonhando em melhorar de vida e contribuir para o desenvolvimento do Brasil. Porém, já nos acréscimos, o governo muda as regras do jogo, e o Fies (Financiamento Estudantil) não é disponibilizado. Para resumir, quem entrou em uma faculdade particular esse ano contando com o Fies poderá ser obrigado a deixar o curso por falta de condições financeiras.


Ainda tratando da “Pátria Educadora”, o Ministério da Educação ainda não pagou mais de R$ 147 milhões para 20 editoras que confeccionaram os livros didáticos para as escolas públicas brasileiras. O MEC afirmou que a dívida será paga nos próximos dias, sem especificar data, e culpou o ajuste fiscal pelo calote. Enquanto isso, trabalhadores das editoras afetadas foram demitidos, por que os patrões não têm como mantê-los.


Como se não bastasse, a insegurança toma conta de nossas cidades. Os bandidos estão explodindo caixas eletrônicos, fazendo reféns e matando policiais (26 só este ano em São Paulo). Mesmo dentro de casa, lugar onde deveríamos nos sentir seguros, o crime está assustando. Cada vez mais vítimas são surpreendidas por assaltantes e assassinos, sem chance de defesa.


A cada pronunciamento ou aparição da Presidente da República vemos panelaços e manifestações de insatisfação. No programa de televisão do PT (Partido dos Trabalhadores), que foi ao ar em 05 de maio, o ex-presidente Lula foi a vítima das vaias. Esse episódio deixou claro que o problema está naquilo que o governo representa: o sofrimento do povo.


O que esse tipo de atitude demonstra é que o Brasil vai de mal a pior. Ainda não falamos do desemprego que está em ritmo crescente, do poder de compra que diminui a cada dia por causa da inflação, dos juros estratosféricos, da dificuldade de crédito para a compra da casa própria, das drogas que deterioram cidades e vidas, e de tantas outras mazelas. Está difícil dar boas notícias.

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