Novos tempos, novos hábitos

Até bem pouco tempo atrás era difícil imaginar que viveríamos uma crise de abastecimento de água. A conversa dos ambientalistas de que a água era um recurso finito sempre existiu, mas poucos levavam a sério essa teoria radical. Esse recurso era desperdiçado sem dor na consciência, afinal, vivemos em um país tropical, abençoado com grandes rios e com o tal do Aquífero Guarani.


Mas de repente tomamos um choque de realidade. Vivemos na mais rica cidade do Brasil e estamos em vias de sofrer a maior falta de água de nossa história. Os rios que cortam São Paulo estão impróprios para o consumo (por nossa culpa, já que despejamos no Tietê e Pinheiros toneladas de esgotos). E o famoso Aquífero está muito longe daqui...


Toda essa situação fez com que os paulistanos mudassem os hábitos cotidianos. Se antes apenas os chamados “avarentos” reutilizavam a água da máquina de lavar, hoje isso é quase uma regra em 100% dos lares. Os mais criativos criaram verdadeiros reservatórios domésticos, com captação de água das chuvas, dos chuveiros, das pias, enfim, de onde for possível.


Até situações que imaginávamos não ter uma solução sem água se tornaram possíveis. Lavar o veículo sem usar o líquido precioso, apenas usando soluções químicas, já é normal e acessível financeiramente. Ouso pensar que, daqui a algum tempo, todos os lava rápidos estarão operando nesse sistema, mesmo os que possuem poços artesianos: a água subterrânea será preciosa demais para ser usada na limpeza de um carro.  


Nem sempre mudar é fácil. Leva tempo. Precisa de disposição e boa vontade. Mas é possível e precisa ser hoje. Lembram daquela velha história que parecia tão distante, quando nos falavam que as futuras gerações teriam problemas com a falta de água? Pois é, esse futuro já chegou. E nós somos a geração que terá que se adaptar. E agora?

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