Projetos favoráveis aos taxistas precisam ser votados logo

As sessões plenárias na Câmara Municipal de São Paulo voltaram a acontecer em 04 de agosto, depois de um mês de recesso. Essa é a hora de colocar em discussão vários projetos que interessam à cidade e, falando mais especificamente com o nosso público, aos taxistas da capital paulista.


Desde a entrada do aplicativo Uber no território brasileiro os ânimos estão se exaltando, tanto do lado dos taxistas legalizados como do lado dos motoristas particulares que usam a plataforma digital. Isso é consequência do descaso em que o tema foi tratado pelo poder público, que parece só se atentar à necessidade de uma providência quando a situação já beira o caos.


Não é necessário dizer que os taxistas e os motoristas do Uber querem coisas completamente antagônicas, e que contentar um será descontentar outro, inevitavelmente. Porém, a discussão deve ser ampla, com base em mais do que a simples questão da concorrência, virtude dos países democráticos.


A chegada do Uber e a aceitação pela sociedade ao tipo de serviço que ele proporciona evidenciam uma mudança estrutural, mais do que simples modismo. Os jovens e adultos, cada vez mais conectados, querem experimentar novas formas de comodidade, aliadas ao fascínio que a tecnologia proporciona. E aí entram os aplicativos, que vão desde a possibilidade de pedir uma comida chinesa até a promessa de encontrar o amor da sua vida.


Diante disso, não resta dúvida que é preciso adaptação de todos os envolvidos nessa grande revolução dos modos de ver e se comunicar. Os taxistas que ainda não aderiram aos aplicativos irão sair perdendo na preferência dos passageiros, e irão faturar menos com o número reduzido de corridas. É preciso se conectar.


Já empresas como a Uber precisam mudar para respeitar a legislação de cada localidade, optando por diminuir suas margens de lucro e trabalhar apenas com taxistas legalizados. Só assim, pagando impostos e se submetendo a todas as fiscalizações exigidas, haverá uma regulamentação que não fere o direito já existente de trabalho de uma categoria inteira: os taxistas.

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