Não é só a crise econômica que aflige os taxistas

O país vive uma séria crise econômica que afetou a todos em maior ou menor grau: empresários, trabalhadores, ricos e pobres. Como era de se esperar os taxistas também perderam boa parte de seus passageiros, já que as empresas estão diminuindo as viagens para cortar custos, e as pessoas que utilizavam táxis regularmente mudaram seus hábitos, passando a andar de transporte público para economizar.


Porém, não é apenas a perda de corridas e de renda que preocupa os taxistas. O problema maior é a deslealdade, a impunidade e o tratamento desigual dado para brasileiros trabalhadores e para empresas multinacionais bilionárias. Fica até difícil acreditar que apenas a mobilidade urbana está em jogo, e chegamos a imaginar se há outros interesses escusos por trás da liberação do aplicativo Uber em São Paulo.


Há muito tempo os taxistas já se aliaram à tecnologia, e não há como usar a justificativa de que a categoria é obsoleta. A capital paulista conta com uma moderna frota de carros e motoristas dispostos a evoluir para prestar um bom atendimento à população. Os taxistas atendem prontamente às imposições da prefeitura, como o uso de trajes e aceitar cartões. Não há desculpa para tanto destrato.


Até mesmo a lei, que diz claramente que o transporte individual remunerado de passageiros deve ser realizado somente por taxistas, está sendo desrespeitada. Em nome de um suposto direito de escolha, que não prevalece em outras atividades econômicas, a empresa Uber conseguiu se implantar no Brasil e está em franco crescimento.


Será que nós, cidadãos brasileiros, seremos tratados com a mesma cordialidade em outros países se decidirmos abrir um negócio que desrespeita as leis locais? Será que conseguiremos fazer com que as autoridades desses países ignorem suas normas apenas para nos dar abrigo? Estranho...


O que vemos é que o Uber está tratando as leis de nosso país com muito desprezo, assim como seus executivos respondem às perguntas que não lhes são convenientes. Vamos aguardar o desenrolar dessa história nos tribunais, e quem sabe um dia saberemos a verdade sobre como essa empresa conseguiu se estabelecer no Brasil. Ou não.

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