A crise da violência

Assim como todos os brasileiros, os taxistas estão expostos à violência diária. A diferença é que o tipo de trabalho desenvolvido por esses profissionais os coloca em risco maior de serem vítimas de assaltantes, já que o taxista é obrigado a atender qualquer passageiro que solicita uma corrida. E, mais uma vez, a segurança pública brasileira não dá conta de socorrer quem fica a mercê do crime.


Bandidos, que muitas vezes são menores de idade com a certeza da impunidade, ameaçam a vida de taxistas para levar um celular e uns poucos trocados. Na era da tecnologia os profissionais não andam mais com dinheiro vivo como antigamente, já que são obrigados a aceitar pagamento com cartões (no município de São Paulo). Mas parece que os assaltantes ainda não se deram conta disso, e continuam tendo os taxistas como uma de suas principais vítimas.


O fato de estar sozinho em um carro sendo ameaçado assusta, e faz com que alguns profissionais da praça mudem de profissão. Outros, que já passaram por situações de assaltos, quase que se “acostumaram” aos riscos, e por falta de opção permanecem trabalhando para sustentar suas famílias.


A falta de segurança não é restrita aos taxistas, mas é difícil encontrar um deles que nunca foi assaltado. Isso reforça a tese de que os bandidos veem esses profissionais como alvos fáceis, sozinhos, incapazes de reagir e com dinheiro vivo.


O Brasil vive diversas crises, não só a econômica. Há a crise moral com a corrupção arraigada, a crise política com a indefinição sobre o futuro do governo, a crise da saúde, com a população jogada em macas nos hospitais públicos, e a crise da segurança. Essa última, cruel, tira a vida de pais de família, mães que estão buscando o sustento de seus lares, filhos que querem um futuro melhor.


O governo que permanecer deve olhar com atenção para todas as faces dessas crises, porque o povo está sofrendo. Não sabemos a quem recorrer, e temos medo de ser a próxima vítima de uma crueldade que não escolhe sexo, cor, idade ou profissão. Mas, os taxistas parecem que estão na linha de frente de toda essa violência.
 
  

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