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Sistema de segurança com registro de imagem: do passageiro o taxista aprova

Os taxistas de São Paulo vivem em estado de atenção com a onda crescente de violência, assalto e assassinatos. Só neste ano, foram assassinados 16 taxistas e nenhum bandido preso. Pensando em proteger esses trabalhadores, o vereador suplente Salomão Pereira, que também é editor da Folha do Motorista, buscou no mercado, com empresa de tecnologia, um sistema de segurança por câmera que irá inibir a ação de indivíduos mal intencionados ao tomar um táxi e também auxiliar a polícia na identificação de bandidos.

      

“O sistema é simples: um aparelho smartphone será instalado no veículo e por meio de um dispositivo, mandará a imagem dos passageiros para uma central. Caso o taxista venha a ser assaltado, ou até mesmo levarem o seu táxi, é só comparecer na central e solicitar a imagem de quem cometeu o crime”, orientou Salomão.

    

“Quando nós saímos às ruas estamos arriscados a tudo. Assalto, violência, esse é o nosso dia-a-dia”, desabafa o taxista Daniel Antonio de Jesus. Salomão afirma que o objetivo não é só prender os bandidos que assaltam o taxista, e sim fazer com que eles deixem de usar o táxi. “Por meio de um selo que será fixado no vidro indicaremos que o táxi é monitorado com registro de imagem para uma central, e certamente o indivíduo com más intenções pensará duas vezes antes de cometer o crime”, lembrou Salomão.

    

O taxista João Esteves, há muitos anos na praça, aprovou a idéia da central de monitoramento: “Eu acho que tudo aquilo que se faz no sentido de  buscar a segurança é positivo. Eu já fui assaltado duas vezes, na primeira vez por dois rapazes acima de qualquer suspeita, com jeito de trabalhadores. Na segunda vez um garoto pegou meu táxi e na hora do desembarque os bandidos me abordaram, num tipo de emboscada. A partir de então eu não pego mais passageiro na rua. A idéia da central de monitoramento é boa, e dará certa tranqüilidade para nós”, afirmou o taxista.

    

O registro de imagens funcionará 24 horas por dia. O taxista acionará discretamente um botão ao ligar o taxímetro e o registro será feito. O processo com a empresa desenvolvedora e operadora está em fase de finalização, e em breve começarão as instalações nos veículos. Segundo o taxista Davi Elias, a central de monitoramento é uma boa iniciativa para diminuir o risco de assaltos. “Dependendo da região nós não vamos levar os passageiros por medo. Eu só pego passageiros no ponto ou passageiros que eu conheço. Eu instalaria esse sistema no meu carro”, disse ele.

    

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também aprovou a idéia. Em recente conversa com Salomão Pereira, o governador afirmou que as câmeras têm ajudando muito a polícia a identificar os criminosos. Com 35 anos de praça, o taxista Antonio Barbosa de Moura já foi assaltado seis vezes. No último assalto quase perdeu a vida, ao ser ferido no pescoço, por golpes faca. Declarou “acho uma boa idéia esse sistema de segurança, eu instalaria no meu carro”.

    

A adesão ao sistema de monitoramento, idealizado por Salomão Pereira, é geral. O taxista Valter Leandro afirmou que, independente da adesão de seus outros colegas de ponto, irá instalar o dispositivo em seu veículo, e completa: “como as imagens ficam armazenadas em uma central, não corremos o risco do bandido querer nos fazer mal por queima de arquivo”.

    

“Diante dos e-mails enviados para empresas do Japão, Reino Unido, China, França, entre outros, recebi visita de representantes, e fui informado que nos países desenvolvidos os táxis são equipados com câmeras. Todos os anos perdermos vários pais de família vítimas de bandidos, e temos que fazer alguma coisa. Como presidente da Coopetasp, Associação dos Coordenadores e Permissionários Taxistas em Pontos de Táxi de São Paulo, acredito que encontramos a solução para os taxistas trabalharem com mais segurança. Assaltou o taxista, a imagem do ladrão estará registrada no servidor”, citou Salomão Pereira.

    

Salomão  informa que o custo para a instalação do equipamento nos veículos será de R$ 250, mais R$ 110 por mês de manutenção, com o smartphoneem sistema de comodato. “Quanto vale uma vida? Se nada fizermos, os crimes continuarão acontecendo todos os meses. Temos que buscar uma solução. Nos três primeiros meses do ano foram assassinados 16 taxistas e apenas um bandido foi preso por descuido do próprio malandro, enquanto os outros continuam em liberdade”, finalizou.

 

Aqueles que tiverem interesse no sistema podem entrar em contato pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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