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Clandestino atua em cidade turística prejudicando os táxis

Um dia homens honestos terão vergonha de serem honestos; e esse dia chegou.

Sou taxista há oito anos na cidade turística de Campos do Jordão, distante 180 km de São Paulo. Gostaria de dividir meu desabafo e frustração com vocês, e solicitar a publicação desta carta na esperança de diminuir a minha dor e estimular os taxistas a denunciar os verdadeiros cartéis formados por mafiosos clandestinos nas cidades brasileiras. Há uma concorrência desleal e, acima de tudo, criminosa. Que os taxistas denunciem, e a justiça prevaleça.

Um sábado chego ao ponto de taxi onde trabalho, pela manhã, vestido à altura das minhas expectativas: sapato, camisa, barba feita e o carro brilhando. Todas as vistorias realizadas (duas de autarquias estaduais e uma municipal), carteira de habilitação profissional, curso de transporte de passageiros, curso de inglês, espanhol e impostos pagos (ISS, INSS, Licença de Funcionamento). Tudo em ordem, conforme exigido para desempenhar a atividade de taxista.

Após uma longa espera no ponto, toca o telefone para um atendimento em um hotel. Saio rapidamente e, chegando ao local, me identifico na recepção e sou orientado a aguardar alguns minutos. Enquanto aguardo, vejo chegar um carro preto com os vidros escuros, como a consciência dos corruptos, placa cinza, particular. Dele sai um senhor com uma camiseta baby look e óculos escuros, estilo Matrix, meio exótico. Ele entra no hotel e em seguida volta para o carro acompanhado por um casal e duas malas.

Após meia hora de espera fui buscar informações, e a recepcionista me informou que os hóspedes já haviam sido atendidos pelo carro preto. Resumindo: é uma falta de respeito com a classe e crime legalmente estabelecido que veículos clandestinos realizem serviços de transporte de passageiros como se fossem táxis, sejam em hotéis ou em qualquer parte de nossa cidade.

A minha dor e revolta foram imensas, e não consegui dizer uma só palavra. A única forma que encontrei foi escrever para esse jornal. Exijo das autoridades competentes uma fiscalização para que esses clandestinos sejam punidos. Tenho orgulho de ser taxista, mas me recuso a acreditar que a honestidade e o profissionalismo sejam vencidos por verdadeiros exploradores desta profissão, sem nada pagar para o município.

André Luiz Feliciano Alves (Taxista)

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