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Taxistas da Baixada querem fim das multas por condução de passageiro a outra praça

Eles pedem aprovação do projeto de lei em tramitação da CCJ da Assembléia Legislativa


Se um taxista de Nova Iguaçu for solicitado a atender um passageiro local em direção a um centro médico especializado na capital fluminense terá que recusar a corrida. Fiscais do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro consideram ilegal este tipo de atendimento. Para esses agentes, é proibido ao taxista levar o cliente a outro município. A interpretação obriga o passageiro a descer do táxi no limite dos municípios e ingressar em outra viatura local, mesmo se não estiver em condições de saúde para tal.

 

Com o objetivo de solucionar a questão, taxistas de treze municípios realizaram em 21 de outubro de 2013 um encontro na sede da Meriti Táxi, no município de São João, na Baixada Fluminense. Eles receberam o deputado federal Marcelo Matos (PDT). O objetivo é unir forças para a aprovação do projeto de lei do deputado estadual Paulo Ramos que permite aos taxistas de outros municípios conduzirem os seus passageiros a outras cidades sem que os fiscais do DETRO apliquem multas que chegam a R$ 2600,00.

 

Em 2007, os motoristas da Baixada criaram a Associação dos Taxistas Autônomos e ou Cooperados do Rio de Janeiro que procura resolver o problema. Um de seus líderes é Carlos Henrique Rosa, presidente da Meriti Táxi. Ele conta com a aprovação do projeto:

 

“Acredito que as coisas vão fluir da melhor maneira possível. Só existe este movimento porque há lideranças envolvidas de todos os municípios”, disse.

 

O taxista de Belford Roxo, Jurandir dos Santos Lins, fica preocupado quando é solicitado a atender pessoas em cadeira de rodas residentes em sua cidade:

 

“Minha mala foi adaptada para caber uma cadeira de rodas. Se eu me dirigir a um dos hospitais especializados do Centro do Rio de Janeiro ou da Lagoa e, de repente, ser parado pelo DETRO, será uma situação sem precedentes. Estamos tentando mudar isso”, disse.

 

Jurandir explica ainda que em Belford Roxo existem 110 táxis. A maioria dos carros está concentrada no centro comercial, que fica na extremidade do município.

 

“Eu rodo um quilômetro já estou na divisa com São João de Meriti. Rodo um quilômetro estou na divisa com Mesquita e rodo dois quilômetros estou na divisa de Nova Iguaçu. Cerca de 60% das nossas corridas são feitas para fora do município. É difícil ter corridas para dentro do município. A gente precisa desse benefício que é a intermunicipalidade do táxi”, disse.

 

Em entrevista ao programa Taxiando, do taxista e radialista Marcelo Fernandes, o deputado Paulo Ramos explicou que foi procurado pelos taxistas de Niterói, que relataram o problema.

 

“Alguns problemas foram resolvidos junto ao DETRO. Mas é necessária uma lei e a manifestação dos taxistas. O taxista só não pode levar passageiro daqui para lá. Percebendo este conflito elaborei o projeto, que está na Comissão de Constituição e Justiça, com o deputado Domingos Brazão”.
O deputado Paulo Ramos explica que, para que o projeto prossiga, é necessária a participação da categoria junto aos deputados estaduais. “O parlamento só anda sob pressão”, disse.

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