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Salomão busca alternativas para garantir a segurança dos taxistas

 

A violência está aterrorizando os taxistas de São Paulo. Nos dois primeiros meses do ano, 13 condutores foram assassinados durante tentativa de assalto. Em todos os casos, nenhum dos bandidos foi preso devido à ausência de provas ou testemunhas que auxiliem na captura dos suspeitos.

 

Defensor dos interesses da categoria, Salomão Pereira, editor da Folha do Motorista e diretor presidente da Coopetasp (Associação dos Coordenadores e Permissionários Taxistas em Pontos de Táxi de São Paulo), investiga no mercado alternativas para aumentar a segurança dos taxistas e intimidar a ação de bandidos.

 

Uma das sugestões de Salomão é a instalação de câmeras no interior do veículo.  “Utilizado nos Estados Unidos, Tóquio, China e outros países desenvolvidos, esses aparelhos servem para monitorar as ações ocorridas dentro do carro durante a corrida, garantindo a segurança do condutor e do passageiro”, esclareceu.

 

Para ele, a classe precisa começar a se mobilizar. “Alguém precisa fazer, senão às coisas vão continuar acontecendo e chefes de família continuarão a serem assassinados por bandidos. Como representante dessa categoria no Legislativo e também como integrante da Coopetasp estou buscando no mercado um sistema de segurança para atender todos e levar os acontecimentos ao conhecimento do comando da polícia militar e do governo”, ressaltou.

 

A instalação de câmeras nos táxis também auxiliará a polícia a identificar e prender os criminosos. “Na maioria dos casos, esses suspeitos ficam impunes devido à falta de provas. Com a filmagem, acredito que esse problema será resolvido e os delinquentes migrarão para outra área. Os táxis existem nas cidades para prestar serviço à população”, explicou Salomão.

Jorge Spínola, vice-presidente da São Paulo Rádio Táxi, elogia a ideia de instalar câmeras nos táxis. “Isso ajudará bastante os taxistas, pois contribuirá para inibir a ação de bandidos”, destacou.

 

Para escolher um produto que atenda as necessidades dos taxistas, Salomão está realizando pesquisas com empresas do mundo inteiro. “Já fiz algumas reuniões com distribuidores internacionais. Agora, precisamos definir o modelo de câmera e conscientizar os taxistas sobre a importância de usar o equipamento”, explicou.

 

Em 2 de abril, o representante da JCCom, empresa de tecnologia, Castro participou de uma reunião com a diretoria da Coopetasp.  Na ocasião, foi apresentado um tipo de câmera cujo modelo não foi aprovado pela diretoria.

 

“Precisamos de uma câmera que grave o momento em que o taxista estiver servindo ao passageiro. Tenho conhecimento que esse equipamento está condicionado a um DVR, que armazena as imagens em um cartão durante uma ou duas semanas. Não queremos nada muito sofisticado, com rastreador e GPS, pois encarece o produto”, explicou Salomão.

 

Castro ficou de encontrar no mercado um aparelho que atenda as exigências e necessidades dos taxistas. “No momento não tenho esse equipamento, mas vou buscar uma alternativa”, prometeu. 

 

Alvos-fáceis

Nos últimos meses, a categoria tem sido alvo de criminosos. A onda de violência contra os taxistas vem atingindo vários estados brasileiros. No começo de abril, três motoristas foram assassinados na mesma noite em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mais baleado que permanece hospitalizado. Revoltados com os crimes, dezenas de taxistas foram às ruas protestar contra a violência. Além de Porto Alegre e São Paulo, os taxistas das cidades de Maceió (AL) e Curitiba (PR) também saíram em carreata para exigir medidas de combate à violência. A categoria espera atenção e rigor das autoridades para solucionar o problema. 

 

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