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Trabalhar na praça como taxista é uma realização para muitas mulheres

Segundo o DTP (Departamento de Transportes Públicos) o número de mulheres taxistas no município de São Paulo cresceu 162% nos últimos cinco anos, e hoje as mulheres representam 7% do total de taxistas da cidade.

Segundo Ana Luzia, taxista há quatro anos atuando na Zona Norte, o lado positivo de seu trabalho é a disponibilidade de horário. Casada, mãe de uma menina, precisa de tempo livre para acompanhar a filha na escola, e disponibilidade caso ocorra algum imprevisto. “Muitas pessoas me olham com espanto e dizem que sou corajosa. Mas também há o outro lado: dois passageiros já se recusaram a andar em meu veículo simplesmente por eu ser mulher”, comenta a taxista.

A taxista afirma que o maior problema é a falta de segurança. “Por isso, eu trabalho no período diurno (das 07h às 19h, no máximo), e já recusei passageiros baseando-me na aparência. Atendo uma média de 10 a 15 corridas diariamente. Foi a oportunidade de retorno ao mercado de trabalho, e após um período como dona de casa decidi que iria me tornar taxista. Adquiri um alvará de terceiro e comecei a trabalhar. Estou feliz  e gosto do que faço”, citou Ana Luiza.

“No ponto em que trabalho existe apenas duas mulheres e 62 homens. O que mais nos preocupa é a falta de policiamento.
Outro problema que precisa ser resolvido é a ausência de banheiros nos pontos de táxi. Os banheiros dos bares na região são muito sujos, tornando-se difíceis para nós mulheres”, afirma a taxista. O vereador suplente Salomão Pereira possui um projeto na Câmara para que essa solicitação se transforme em lei e beneficie os profissionais dessa categoria, principalmente nos pontos localizados em praças.

 

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